domingo, 18 de março de 2012

Tentando te Decifrar

Letra musicada pela banda a qual faço parte. Com Lianderson Caldeira; Sergio Cunha & Johnny Lopes... Tentando te Decifrar - In ThE CeNTs...

domingo, 11 de março de 2012

Se Não...

Gastamos grande parte do tempo de Nossas Vidas tentando entender uma pequena parte dela que não tem entendimento, tampouco Solução.

Podemos pensar que o que realmente nos atrai são as questões mais complexas. Tentamos, então, agir como máquinas em busca de um sentido real para este tempo que estamos por aqui, e queremos respostas concretas, vamos atrás da totalidade e nos esquecemos de viver o que já está claro, o caminho já aberto, e que muitas vezes é o melhor rumo a se seguir. Tudo se embaralha neste momento, se transforma em uma bagunça generalizada, perdemos as rédeas do nosso tempo. O que era sólido aos poucos se transformando em pó. Desgaste natural na ordem natural das coisas, e na desordem, ficamos sem sustentação, pois não estamos acostumados a perder nada, muito menos deixar para trás o que não tem explicação. Queremos respostas, e a todo custo vamos atrás delas. Queremos porque somos orgulhosos. Queremos porque simplesmente não admitimos ter um NÃO. Costumamos achar que devemos procurar o sentido do NÃO. E, então, este NÃO se transforma em prioridade, uma burra prioridade orgulhosa a qual transformamos numa batalha em nosso Ego. Em vão.


Nossos sentidos parecem ruir. A parte mais difícil, de todo recomeço, é a articulação de como recomeçar. As lembranças do que nos fortalecia, do que nos impulsionava e que deixamos escapar, nos remetem à uma inevitável insegurança para traçarmos novas estratégias. Ficamos expostos, frágeis, pois agora, não mais saberemos de imediato, se o que vem em nossa direção é o impulso perdido, ou o NÃO em sedução. Corremos o risco de passarmos, assim, toda nossa Vida, em busca de certezas. Esquecendo que é no equilíbrio dos acontecimentos, nas incertezas do dia a dia, desfragmentando nossos atos, multiplicando as opções, dando ênfase ao que nos alicerça e atenção fracionada ao que nos subtrai, que estaremos contribuindo para que passemos por esta Vida, sem permitir que a Vida passe acelerada por nós.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Seu Templo


Sigo esperando que algo vá mudar
Por ter sido feito de alma e pecado
é tanto equilíbrio que nem tento parar
Não consigo analisar as coisas do meu jeito
tenho dúvidas demais,
distorcem meus pensamentos...

Não lembro mais das manhãs
acordo tarde demais
Esqueço o futuro,
abraçado no que ficou para trás...

Não sei porque fui entrar no seu templo
sigo preso em você
a todo e qualquer momento.

Não sei porque fui entrar no seu templo
Sigo preso a Você
a todo e qualquer movimento...

Rudi Caldeira

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Partícula

Quando a chuva parar de confundir minhas lágrimas
o que fazer com minha alma marcada ?
Quando minha alma recuperar o tom,
o que faço com a cicatriz deflagrada ?
Quando em sonho, teu corpo tocar em meu corpo
o que faço com minha alma acordada?
Quando a música tocar, aquele som me arranhar
o que faço então, com a noite arrasada?
Eu não queria ser só,
só queria ser parte, partícula de ti...
Gotículas tuas ainda nadam em mim
e não penso em te expelir agora...
Correto, concreto, decreto, não acato o coração;
Que grita, palpita, incita, por que quer você aqui.

                                                      Rudi Caldeira

Gatos no Telhado


               

  As noites seguem sendo noite,
 a vida pulsa no interior desta cidade    
 estou me prendendo a céu aberto, como gatos no telhado
  Não sei se por medo da solidão ou insegurança de andar    sozinho...
 Tenho convulsões dentro de mim.
 A alma grita: VIVE !!!!
 O tédio tem sido meu companheiro, e eu já deitei sobre o  comodismo
 Conhecemos somente esta vida...
 E, então, o que faço com esse gato preso no telhado, dentro de mim ?
 Me de mais uma bebida, bem forte por favor, pra decidir se me iludo mais um pouco
 ou se chuto o gato pra além das estrelas, perto do que se chama esperança
 onde se possa ouvir o sussurro da liberdade, sem sofrimento, sem mágoas, sem dor...



                                                                                      Rudi Caldeira     15/03/2006

Rumo ao Sol


                      
     
               

...E depois ainda pensava na existência,
mas podaram nossa liberdade
e castraram nossos sonhos.
Tola rebeldia (livre passagem a desordem)
que nos submete à longínqua cena de carências
adquirida em um túnel de mentiras.
Começamos a andar em círculos,
e então, nossos inúteis braços criaram asas,
e voamos, como pássaros,
em direção ao sol, até morrermos queimados.


                                                  Rudi Caldeira

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Contramão

Extraí traição dos teus braços
Abraços com polens de outras flores
Entre coitos falsos na escuridão
Embates nulos em emoção.

Ereto o sentimento certo: indiferença
Outra crença
Momentos fatais da perseverança
Música Sem dança

Uma esperança salta aos olhos 
de quem procura magia
Pura Melancolia.

Um cérebro virgem a cada penetração
Máscaras em processo de dilatação
E essa vida toda na contramão.

Rudi Caldeira

Feliz Submundo


          


        
         Dormi com os ratos esta noite
         nem mesmo na sarjeta falam bem de você
         o teu sorriso estampado na minha mente
         até aqui vale menos que um resto que alimente

         Mas os monstros da noite, a vagar
         todos riram de mim e de Você
         Eu por ser uma gota
         e você, um inferno a apagar

         Ainda assim fui tido como ente
         contemplado até com aguardente
         me senti a alma deste mundo vagabundo
         e sem ti fui feliz até no submundo

         [ Não é que queira te desmerecer
         se pudesse nem escreveria sobre isso
         mas súbito é o sentimento, não bate a porta
         entra e faz de mim  um submisso]



                                                       Rudi Caldeira

Vaga Teoria


Cansei de ser o seu retorno
Não preciso mais sofrer para compor
Vou traçar o meu destino
Com o paralelo sombrio
Do vazio da multidão.

Não quero mais o brilho dos teus olhos
Não me atrai mais teu som que me distrai
Prefiro semear a lógica
No romper da solidão.

Minha vaga teoria de que a dor atrai o dia
Não nos pode arrancar
O valor da madrugada que irradia.


                                         Rudi Caldeira

Think about it


You don't believe
but I love you so
and I want you here
by my side.

All I need is You
and you know its true
Think about it.

Come here baby
you are in my mind                     
and I am shouting now
please don't let me down.

I did you cry I know
I was wrong with you
but the blood of my vais
flows to you.



                                           Rudi caldeira